28 janeiro 2006 

BANDA: Deep Purple

Pioneiros do Heavy Metal, embora nunca se tenham considerado pertencentes a tal género, os Deep Purple marcaram toda uma geração de rock. Juntamente com bandas como os Led Zeppelin ou os Black Sabbath criaram o rock pesado. Quem não conhece o riff de "Smoke On The Water"? Se não, descubram-no depressa, porque vale a pena.

1968 foi o ano do lançamento do primeiro álbum da banda com este nome, apesar de já existerem sob o nome de The Ivy League. "Shades Of Deep Purple" foi um sucesso e a banda foi convidada para abrir os concertos da digressão dos Cream. No entanto, pouco tempo depois, saíram da digressão, alegadamente por retirarem protagonismo à banda principal. Estavam lançadas as sementes para aquela que seria uma carreira de sucesso.

Nos anos seguintes sairam os 2 discos que marcariam a carreira da banda: "Fireball" e "Machine Head" marcaram os anos 70 e deram uma exposição mais alargada aos Deep Purple. Combinados com o álbum ao vivo "Made In Japan" (provavelmente o melhor álbum ao vivo de todos os tempos), estes 3 álbuns são essenciais numa colecção, porque trazem ao de cima a verdadeira qualidade desta banda.

A banda separou-se em 1976. No entanto, em 1984 arrancou novamente sem mais paragens até aos dias de hoje. Recentemente actuaram no Live 8 em Toronto, no Canadá, e lançaram um novo álbum em estúdio, "Rapture Of The Deep", mostrando que ainda estão bem vivos. A performance no Live 8 foi aclamada como uma das melhores do evento.

A banda passou por inúmeras mutações. Ao longo dos tempos, apenas o baterista Ian Paice se manteve sempre na banda. Rod Evans, David Coverdale e Joe Lynn Turner contam-se entre os vocalistas, mas o mais famoso de todos (e também o melhor, na minha opinião) foi Ian Gillan. Ritchie Blackmore foi originalmente o responsável pela guitarra, mas Tommy Bolin e Steve Morse também tocaram para os Purple. Nick Simper foi o primeiro baixista, mas o mais carismático foi sem dúvida Roger Glover. Glenn Hughes também ocupou esse lugar. Quanto às teclas, em 2002 Don Airey tomou o lugar que desde sempre fora de Jon Lord. A formação actual é a seguinte:
- Voz: Ian Gillan;
- Guitarra: Steve Morse;
- Baixo: Roger Glover;
- Bateria: Ian Paice;
- Teclas: Don Airey.

Os Purple sempre se pautarem por fazerem boa música, e actualmente não é diferente. E, tendo em conta a forma demonstrada ultimamente, o fim não parece estar perto.


Da esquerda para a direita: Roger Glover, Ian Paice, Ian Gillan, Don Airey e Steve Morse.

19 janeiro 2006 

BANDA: Velvet Revolver

Quando um supergrupo se junta, habitualmente sai porcaria. Mas este não é o caso.

Após anos sem tocarem juntos, Slash, Duff McKagan e Matt Sorum, ex-membros dos Guns N' Roses, perceberam que a química entre eles permanecia intacta. Decidiram então formar uma banda, denominada The Project.

Izzy Stradlin', ex-membro dos Guns N' Roses, recusou um convite para ingressar na banda, mas rapidamente foi recrutado um segundo guitarrista: Dave Kushner, ex-Wasted Youth.

O VH1 criou então um programa para decobrir o vocalista para a banda. Após um processo longo e doloroso, apareceu Scott Weiland, que tinha deixado os Stone Temple Pilots havia pouco tempo. Imediatamente a seguir, a banda começou a trabalhar na música Set Me Free, que integrou a banda sonora oficial do filme "Hulk".

O filme "The Italian Job" também contou com a participação dos Velvet Revolver: desta feita foi uma versão de Money, originalmente dos Pink Floyd. Slash esteve ao seu melhor, com um solo de entrada espectacular.

O álbum surgiu: Contraband foi, provavelmente, o melhor CD lançado em 2004. Com uma música de entrada do outro mundo - Sucker Train Blues -, o álbum não pára de surpreender. Apesar de não haver tantos solos como em álbuns anteriores dos membros, é natural. Estamos numa era em que os solos não são muito habituais. Mas nem por isso os riffs de Slither, Sucker Train Blues, Fall To Pieces, Set Me Free, Superhuman, Dirty Little Thing ou You Got No Right deixam de ser tecnicamente bons e agradáveis de ouvir.

O álbum é uma boa experiência, mas é apenas uma introdução. Ouvir os concertos dos Velvet Revolver faz-nos colocar a banda num patamar superior em relação a qualquer outra no momento. A produção fraca do álbum contrasta com a qualidade de som das guitarras, baixo e bateria e a voz de Scott Weiland, que pode não ser a melhor do mundo, mas que encaixa perfeitamente no som da banda. E isso, sim, é o mais importante.

A banda pegou em quase todo o álbum, adicionou-lhe entre uma ou duas músicas dos Guns N' Roses e dos Stone Temple Pilots (It's So Easy e Sex Type Thing marcam sempre presença, podendo outras ser adicionadas) e ainda um cover dos Nirvana, Negative Creep, formando assim uma lista de 60 a 70 minutos por concerto que cativa os fãs pelo espectáculo proporcionado.

É esperado em 2006 o segundo álbum da banda, cujo nome de projecto é "Libertad". Espera-se mais rock n' roll à séria, como já não se via há muito tempo. Um rock de estilo próprio, surpreendentemente criado por uma banda que parecia destinada ao fracasso. Weiland conseguiu ultrapassar os seus graves problemas com drogas e álcool com a ajuda dos outros membros, sendo os Velvet cada vez mais uma banda de referência, não só pela música mas também pela lição de vida. O grupo mostrou que é possível largar os vícios e fazer boa música sem eles.



Da esquerda para a direita: Dave Kushner, guitarra; Duff McKagan, baixo; Scott Weiland, voz; Slash, guitarra; Matt Sorum, bateria.

16 janeiro 2006 

ÁLBUM: Guns N' Roses - Appetite For Destruction



É-me impossível falar desapaixonadamente deste álbum. Afinal, estou a falar da minha banda favorita, e daquele que é, para mim, o melhor álbum de toda a década de 80.

5 indivíduos de cabelo comprido, ar bêbedo e irresponsabilidade q.b. partem à aventura em Los Angeles. Axl Rose e Izzy Stradlin' já se conheciam da infância em Lafayette, Indiana. Em LA, conhecem Slash, Duff McKagan e Steven Adler. E assim nasce a banda que lançou esta obra de arte como álbum de estreia.

Rock N' Roll puro, de batida desenfreada e com músicas de ficar no ouvido, Appetite For Destruction ficará como uma das melhores, se não a melhor estreia de um grupo.

O álbum começa com Welcome To The Jungle, uma música que tem um dos riffs mais conhecidos de sempre. "You know where you are? You're in the jungle, baby! You're gonna die!" é uma das frases que fica na memória. Curiosamente, Axl ouviu esta frase quando chegou de autocarro a LA.

It's So Easy transporta o álbum para a passagem de mulher em mulher, o sexo como componente da vida de rocker na altura. "Turn around bitch, I got a use for you. Besides, you ain't got nothin' better to do and I'm bored" retrata bem o conteúdo da música.

Nightrain desloca-nos para outra parte da vida de rocker do submundo. "Nightrain" era o nome da bebida mais barata que havia, e a única que os membros da banda conseguiam comprar.

Out Ta Get Me traz à memória os tempos em que Rose tinha problemas com a lei no estado de Indiana. É uma das piores músicas de todo o álbum, o que não é nada mau, pois todo ele tem um nível muito acima da média.

Mr. Brownstone chega. Para quem não sabe, este termo é um calão para designar heroína. "We've been dancin' with Mr. Brownstone. He's been knockin', he won't leave me alone." e "I used to do a little but the little wouldn't do, so the little got more and more." são transcrições que suportam o que acima escrevi e que ilustram a dependência da banda das drogas, outra parte da máxima "Sex, Drugs and Rock N' Roll".

Depois, um clássico, quiçá o melhor fecho para qualquer concerto: Paradise City. Uma música envolvente, com um solo desenfreado de Slash, irradiando uma energia contagiante.

My Michelle fala da relação da banda com gente envolvida na pornografia do submundo de LA: "Your daddy works in porno when your mommy's not around".

Think About You fala da relação de Axl com Erin Everly e dos problemas da banda com drogas, que eram enormes.

Erin Everly é também o tema da música que tem, provavelmente, a entrada mais conhecida da história. Sweet Child O' Mine é conhecida em todo o mundo e ainda hoje é tocada. Segundo se diz, Slash inventou o riff, mas achou-o horrível. No entanto, Axl persuadiu-o a tocá-lo e assim surgiu a canção.

You're Crazy é, segundo Axl, sobre uma rapariga maluca que ele conheceu já em LA.

Anything Goes é sobre sexo. Tal como a música que fecha o álbum, Rocket Queen, que também tem em parte a ver com uma antiga namorada de Axl.

Apreciação Global:
Appetite For Destruction é um disco memorável. Algumas das canções mais conhecidas entre nós estão nele. Do princípio ao fim, é sempre agradável, com os pontos altos a serem:
- Welcome To The Jungle
- It's So Easy
- Nightrain
- Mr. Brownstone
- Paradise City
- Sweet Child O' Mine
- Rocket Queen

De 0 a 10, Appetite leva 9.5, apenas por uma versão de You're Crazy menos conseguida do que a que aparece em Lies. De resto, nada a dizer.

 

Apresentação

Boas pessoal.

Este é o meu novo blog. Este blog é sobre música, mas não sobre a actualidade musical. É sobre as minhas preferências, músicas e CDs que me tenham chamado a atenção. Espero poder ajudar alguém com as minhas escolhas.

Quanto a mim, chamo-me João Sousa, tenho 15 anos e sou absolutamente fanático por música. No meu leque de paixões está também o desporto. Pratico golfe e vejo wrestling, futebol, basquetebol e andebol.

Fiquem bem, pessoal, e passem por aqui. As actualizações vão ser ao sabor da minha disponibilidade e disposição, porque este projecto é mais pessoal do que qualquer outro em que estou envolvido.